
Da Rádio Itapuama
Na sessão de ontem (17), da Câmara de Vereadores de Arcoverde, médicos e dentistas contratados, e que atendem nas UBSs, fizeram uso da tribuna para cobrar à gestão municipal a equiparação dos salários atuais com os que eram praticados até novembro do ano passado. De acordo com os profissionais, os valores tiveram uma redução de até 40%, mas a jornada de trabalho continuou a mesma. Eles denunciaram os cortes salariais e alertaram sobre os impactos negativos na saúde da população de Arcoverde.
Leia também: Prefeito de Arcoverde promove encontro com jornalistas do Recife
“Nós profissionais da saúde, nos meses de janeiro e fevereiro, tivemos cortes inesperados nas nossas remunerações. Cortes que vão de R$ 1.000,00 a R$ 2.100,00 no nível superior e de R$ 400,00 a R$ 800,00 em outras categorias. Estamos aqui ainda acreditando no diálogo onde todos tenham a oportunidade de falar e serem ouvidos. A Câmara se comprometeu a nos ajudar nessa ponte já que, até o momento, não fomos ouvidos pelo prefeito”, destacou o cirurgião dentista Marcos Rabelo (foto desse post), na sessão da noite desta segunda-feira.
✅ Receba as notícias do PanoramaPE no seu WhatsApp
Marcos ainda destacou que o corte foi nas verbas federais, que não estão sendo devidamente repassadas, e leis municipais que não estão sendo cumpridas. Para amanhã (19) está marcada uma Assembleia, a partir das 8h30, na Câmara. As deliberações dos profissionais serão entregues aos vereadores que devem encaminhar à gestão municipal.
“Teremos uma nova reunião com os vereadores na quinta-feira (20) pela manhã e a tarde haverá, provavelmente, uma conversa com o prefeito. Tivemos algumas reuniões na Secretaria de Saúde, com os seus representantes, incluindo a secretária Maria Clara. No entanto, não avançamos e fomos surpreendidos pelos cortes”, contou o profissional em conversa com a nossa reportagem.
De acordo com a denúncia, estão sendo prejudicados com os cortes, os profissionais da atenção básica, como médicos, dentistas, técnicos de enfermagem e laboratório e assistentes de saúde bucal. Segundo Marcos, “essa é uma desconstrução que os profissionais não esperavam após uma pandemia e, principalmente, sendo o chefe do executivo um médico”.
A Secretaria de Saúde de Arcoverde, através da assessoria de imprensa da prefeitura, informou que “os profissionais estão sendo pagos conforme a lei do município e que antes eles eram contratados como prestadores”.