
Na manhã desta terça-feira, a VI GERES (Gerência Regional de Saúde) realizou Oficina de Letramento Racial e LGBT, reunindo profissionais de saúde dos 13 municípios que compõem a regional. A atividade teve como foco capacitar as equipes para o correto registro e acolhimento de usuários pertencentes a grupos historicamente invisibilizados, como pessoas negras, indígenas, quilombolas e LGBTQIA+.
Com o intuito de enfrentar o apagamento estatístico dessas populações, a oficina destacou a importância do cadastro qualificado e humanizado nos sistemas de informação em saúde, passo essencial para garantir que esses grupos sejam reconhecidos e, sobretudo, considerados no planejamento de ações, serviços e políticas públicas.
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“A visibilidade é o primeiro passo para a dignidade. Quando o sistema de saúde reconhece a identidade e a trajetória dessas pessoas, também se compromete com a equidade”, afirmou o gerente regional, Dayvison Amaral, que celebrou o engajamento dos municípios e reforçou que o letramento é um instrumento de transformação institucional.
A iniciativa dialoga com os princípios do SUS, como a universalidade, a integralidade e a equidade, bem como, a busca fortalecer uma saúde pública que considere as interseccionalidades, ou seja, os diferentes marcadores sociais que influenciam a forma como as pessoas vivem, adoecem e acessam os serviços de saúde.
Além disso, oficina contou com momentos formativos, debates e construção coletiva de estratégias para superar resistências e qualificar o cuidado. A expectativa é de que novas ações como esta se multipliquem nas cidades, consolidando um SUS mais justo, inclusivo e potente para todas as pessoas.