
Após conversa com Trump, Putin concorda em suspender ataques na Ucrânia por 30 dias, mas impôs condições para um cessar-fogo definitivo. Durante o telefonema nesta terça-feira (18), os presidentes discutiram a guerra. Putin exigiu o fim do apoio militar e de inteligência dos países ocidentais a Kiev para aceitar uma trégua total.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que aceitará a proposta de trégua parcial, que ainda não foi formalizada, e não há data definida para sua implementação.
A conversa, que durou quase duas horas, foi considerada positiva por Trump, que a descreveu como “muito boa e produtiva” em sua rede social, Truth Social. Embora a trégua total não tenha sido alcançada, Trump se mostrou otimista, destacando a intenção de trabalhar rapidamente para chegar a um acordo de paz definitivo.
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Os líderes concordaram em trocar 175 prisioneiros de guerra de cada lado. Além disso, a Rússia anunciou que entregará 23 combatentes gravemente feridos à Ucrânia.
O Kremlin condicionou um cessar-fogo definitivo ao fim do apoio militar e de inteligência dos países ocidentais à Ucrânia. Também exige controle das hostilidades e o fim do alistamento militar forçado no país.
Trump afirmou que tenta garantir o apoio de Putin para um cessar-fogo aceito pela Ucrânia. No entanto, os ataques aéreos continuam, e a Rússia avança para expulsar as forças ucranianas de Kursk.
Trump sugeriu que a suspensão da ajuda militar à Ucrânia pode ter levado Kiev a aceitar a trégua. Já Zelensky acusou Putin de prolongar a guerra e afirmou que o acordo poderia ter sido firmado antes, evitando mais mortes.
As negociações seguem. A Rússia exige que a Ucrânia saia da Otan e aceite o controle russo sobre territórios ocupados. A Ucrânia, por sua vez, defende sua soberania e, dessa forma, se recusa a negociar essas áreas.
A chefe de política externa da União Europeia, Kaja Kallas, criticou as exigências russas e, dessa forma, disse que Moscou não demonstra interesse em paz. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou, no entanto, que alguns países europeus poderiam enviar tropas de paz caso um acordo seja firmado.
A Rússia rejeitou qualquer presença de forças pacificadoras até o fim do conflito.