
Após 38 dias de internação, o Papa Francisco passou sua primeira noite em casa. A recuperação surpreendeu a equipe médica, pois houve momentos críticos ao longo do tratamento.
Momentos críticos durante o tratamento
No dia 28 de fevereiro, o Vaticano amanheceu com uma boa notícia: Francisco havia saído do estado crítico e apresentava melhoras. Contudo, a situação piorou horas depois. A equipe médica precisou decidir entre um tratamento agressivo, que envolvia riscos para outros órgãos, ou a interrupção das tentativas de recuperação. Além disso, o jornal “Corriere della Sera” revelou essa informação na terça-feira (25).
Na madrugada daquele dia, o Vaticano enviou um comunicado à imprensa. O informe dizia que Francisco tinha passado uma noite tranquila e repousava. Ao mesmo tempo, fontes do Vaticano relataram à agência France Presse (AFP) que ele não estava mais em estado crítico. Por isso, fiéis ao redor do mundo receberam essa atualização com alívio. Embora a Santa Sé já sugerisse uma melhora gradual, o papa ainda necessitava de oxigênio e não tinha previsão de alta.
Durante a manhã, Francisco recebeu a Eucaristia. Ele orou na capela privada do hospital e fez fisioterapia respiratória. No entanto, seu estado piorou nas horas seguintes.
Médico Sergio Alfieri relatou:
O médico Sergio Alfieri relatou ao “Corriere della Sera” que a tarde e a noite daquele dia foram as mais difíceis. Francisco enfrentou um broncoespasmo severo, o que comprometeu ainda mais sua respiração. Pela primeira vez, Alfieri viu lágrimas nos olhos de quem acompanhava o tratamento. “Todos sabíamos da gravidade da situação e do risco de ele não sobreviver”, afirmou.
Decisões difíceis e superação
Às 14h20, o Vaticano publicou um boletim detalhado. O comunicado informava que Francisco havia tido uma crise de broncoespasmo, seguida de vômito. Isso piorou rapidamente sua condição respiratória. Pela primeira vez, o Vaticano admitiu que ele precisou de ventilação mecânica, ainda que não invasiva.
O papa estava consciente da gravidade do momento e sabia que poderia não resistir. Enquanto isso, milhares de fiéis se reuniam na Praça de São Pedro para a quinta noite de vigília.
Diante do agravamento, a equipe médica teve que tomar uma decisão crucial. Insistir em tratamentos mais agressivos poderia comprometer outros órgãos, aumentando o risco. Contudo, o próprio Francisco e seu assistente pessoal, Massimiliano Strappetti, foram categóricos. Eles determinaram que os médicos deveriam lutar até o fim. “Foi o que todos pensamos também. Ninguém desistiu”, declarou Alfieri.
Momentos mais críticos, Francisco permaneceu lúcido
Mesmo nos momentos mais críticos, Francisco permaneceu lúcido. Segundo Alfieri, a fé e o bom humor do papa foram essenciais para a recuperação. “Do ponto de vista científico, há estudos que indicam que a fé pode dar forças ao paciente. Mas, pelo que presenciei, houve algo além disso. Em dois momentos, a situação parecia sem saída, e então algo como um milagre aconteceu”, disse o médico.
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Após 38 dias internado, Francisco recebeu alta no domingo (23). No mesmo dia, fez sua primeira aparição pública desde a internação. Durante todo o período no hospital, ele exigiu transparência nos boletins médicos, o que é incomum dentro da Igreja Católica.
Nesta terça-feira (25), o Vaticano informou
Nesta terça-feira (25), o Vaticano informou que Francisco segue em tratamento. Ele realiza fisioterapia e terapia medicamentosa. Embora já participe de missas na capela da Casa de Santa Marta, ainda não há previsão para sua próxima aparição pública. Além disso, a visita de Estado do rei Charles III e da rainha Camilla ao Vaticano, programada para 7 de abril, foi adiada.
A recuperação do papa, que enfrentou momentos críticos, reforçou sua determinação. Enquanto prossegue com o tratamento, o Vaticano mantém a transparência sobre seu estado de saúde. Assim, garante informações claras a todos que acompanham sua jornada.